segunda-feira, março 29, 2010

O coração e os astros


Ultimamente, só sigo os astros e o meu coração. Nenhum dos dois são muito confiáveis, mas por aí, tem gente que confia em coisas muito piores. Os livros são perigosos demais, poetas, piores ainda, e as mulheres...até confiaria nelas, mas só consigo amá-las E tal amor me consome além de qualquer confiança. Tal amor só me permite amar.

Fui inspirado por marinheiros, os únicos homens de coração livre que conheço, cujo compromisso é apenas com o mar. Eles amam mais e mais sinceramente do que nós, principalmente, quando usam bigodes. Conhecem cada centímetro do mar, e se não fosse pelos peixes, seriam os verdadeiros reis dos oceanos...filhos do amor entre as sereias e os deuses marinhos.

Mas eu, sou um escravo. Escravo do prazer desvairado, do cheiro da carne feminina...Eu não sou digno de confiança alguma.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Interrogação












Penso que nesse momento em nada penso. Quer dizer que nesse momento não penso?











sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Carnaval


Amor de carnaval termina na quarta-feira de cinzas. Não é? Não sei... mas lembro de você parada no gramado do alto da praça. Bela praça. Região mais elevada, mais de 1.500 metros de altitude. Música, violão, percussão, djam-bê, barzinho improvisado no meio da natureza. Avistava toda a cidadela, a Igreja ao meio, ao redor casebres do século XVIII e suas janelas sapientes. Janelas que olhavam de olhos fechados. Sim. De olhos fechados. Não, não eram os teus que, de tão abertos, pareciam tocar a minha alma. De fato tocaram. Olhos castanhos circunscritos pelo aro de acetato preto. Óculos contrastados com as madeixas douradas de teus cabelos. Olhar profundo e fixo. Minha respiração parou durante um tempo. Suspiro. Nunca pensei que fosse possível. A sensação que senti? Nunca pensei que fosse possível. Senti que te conhecia. Mas não era verdade. Era? Você não me disse nada. Não me disse nada! Mas entendo. Eu também não lhe disse nada. Não poderia. Não faria sentido. Não era necessário. Nossos olhos trocavam palavras. Teus olhos diziam versos. Nos dizemos sem nos falar.

domingo, fevereiro 07, 2010

No meio da pedra


No meio da pedra tinha um caminho
tinha um caminho no meio da pedra
tinha um caminho

no meio da pedra tinha um caminho...

Jamais me lembrarei deste acontecimento
na vida de minhas retinas rios nascentes
jamais me lembrarei que no meio da pedra
tinha um caminho,
tinha um caminho no meio da pedra

no meio da pedra tinha um caminho...
no meio da pedra molhada


Fotografia: Fernando Gonçalves

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

O sono dos justos


Trim, trim, triiiiiiiiimmmm!!!!!!

Abro um olho, penso alguma coisa sem nexo, fecho o olho novamente na esperança inútil de que poderei voltar a dormir o que chamam de “sonhos dos justos”.

Trim, trim, trim, trim, triiiiiiiiimmmm, triiiiiiiiimmmm!!!!!!

Um pensamento me ocorre e me conformo: “não mereço o sono dos justos”. Uma dose de sinceridade e conformismo pela manhã sempre vai bem, o problema é que a minha cabeça lateja e a boca está totalmente seca. Maldita ressaca que não me deixa acordar!

Triiiiiiiiimmmm, triiiiiiiiimmmm, triiiiiiiiimmmm, triiiiiiiiimmmm!!!!!!

Pronto to de pé! É melhor desligar esse maldito despertador antes que a minha cabeça entre em profusão. Num lento caminhar em busca de um tão sonhado copo d’água encontro com a última pessoa que esperava encontrar: o meu chefe!

- Bom dia Gustavo, a noite foi boa ontem?
- Fala aí chefe! Ontem foi dia de carteado.
- Então já está pronto para o batente!

Porra é claro que não!!! Será que esse mané não vê a minha cara amarrotada e não escuta a voz arrastada? E olha que eu nem estou tentando mostrar disposição pro trabalho. Se vocês acharem pertinente escutar um conselho meu aí vai: não more com o seu chefe, conviva o mínimo possível com o bastardo, pois se não terá que enfrentar situações tão animadoras quanto essa!

- Ô chefe guenta a mão só vou lavar o rosto e tomar um café bem forte que é pra acordar direito.
- Só assim pra curar essa sua ressaca recorrente!
- Que isso patrão até parece que eu bebo o dia inteiro.

Depois não falem que eu não avisei. Olhem a saia justa que a gente cai. O problema é que como ele é meu superior eu sou obrigado a aguentar todas as ironias e sarcasmos que ele quiser disparar. E como se não bastasse é de manhã, e cedo!

A medida que eu caminho para cozinha em busca do tão milagroso café eu vejo o que pode ser a solução dos meus problemas: uma tão atrativa garrafa de whisky 8 anos. O mais incrível é que ela — a garrafa de whisky — ainda tão novinha já está aí salvando vidas!

Sem pestanejar apanho a bendita e num último pensamento do adeus ao meu chefe, já que ele sou eu quando são. Assim, um bom sono comprades!

P.S.: Qualquer coincidência com a realidade é apenas uma coincidência, entenderam?

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Nos resta apenas a solidão

Talvez a morte tenha mais
segredos para nos revelar que a vida
(Gustave Flaubert)

Fazia calor. Mas depois de tantos anos morando ali isso já não me espantava. Aproximava das sete da noite, eu acho, e ao longo daquele dia muitos amigos já haviam passado pela minha casa. Alguns quiseram conversar, outros deram apenas uma olhada, mas a verdade era que o meu fim estava próximo e disso não tinha como escapar. Aliás, nem queria.

Quanto mais se passavam os minutos eu sentia que ficava mais quente. Isso me causava estranheza, sempre achei que na hora da morte tudo fica frio, enevoado e como num último sopro de calor a vida se vai. É, parece que eu me enganei.

Bom, naquele dia eu me enganei com muitas coisas. Acreditava, assim como muitos, eu acho, que quando se está para morrer a companhia da família e dos amigos se faz necessária, como num ritual em que se faltasse uma peça ele não se realizaria por completo. Numa comparação grotesca e de certa forma irônica, é como se faltasse hóstias em uma missa.

É incrível o que se pode passar na nossa cabeça nas horas mais críticas. Sempre fui apegado à vida, comer, beber e mulheres sempre foram bem vindos. Apreciei ao máximo a companhia dos outros, mesmo as desagradáveis. Mas no fim o que nos resta é apenas a solidão.

É meu caro, essa é a mais pura verdade. Algumas experiências em nossas vidas — é engraçado dizer essa palavra quando está prestes a perdê-la — temos que passar sozinhos, e a morte, sem dúvida, é uma delas. Talvez isso seja o auto conhecimento.

Não que a solidão, ainda mais numa hora como essa, seja ruim, mas é que estando na situação na qual me encontro ninguém entenderia o que eu estou pensando e o que eu quero dizer. Por isso, à medida que o tempo fica quente eu fecho os olhos, e dessa vez eu sei que não será apenas mais uma noite de sono e sem mais o que dizer às pessoas ao meu lado eu me vou.

E no último suspiro guardo apenas para mim as minhas últimas palavras: “no fim nos resta apenas à solidão”.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

A espera é difícil...


Stop. A vida parou ou foi o automóvel?
Não sei... provavelmente foi a vida... o carro nunca pára... Embora devesse, uma vez que o pedestre tem preferência. Pelo menos na maioria das vezes. De uma forma ou de outra, acredito que pedestre é igual a freguês, tem sempre razão. Por isso que digo, o andarilho é um filósofo... Anda, anda, anda, se depara com estradas de terra, pedras, cascalhos, ribanceiras, montanhas, rios e cachoeiras... tudo bem... esse andarilho só existe na minha imaginação... ou existiu em um tempo muito muito remoto...
De fato, o andarilho hoje é o mendigo de rua que percorre avenidas engolidas por edifícios inglórios... sobrevive milagrosamente na selva urbana... habitat mais inóspito que o deserto do Kalahari. Tem que ser forte! O pedinte é, antes de tudo, um forte. Precisa humilhar-se para sobreviver... e para isso, meu caro, é preciso ter culhões...

"Não estou aqui porqueu quero... é porqueu preciso... meu sonho é andar que nem a vocês..." Transeunte pedindo esmola no ponto de ônibus.
Belo Horizonte.
Av. Afonso Pena.
18:42h

Estava eu dentro do ônibus nesse tempo, não vi seu rosto.. Apenas ouvi estas palavras sendo proferidas no momento em que o ônibus parava... ou melhor... ausentava-se de seu movimento recolhendo almas que de pé acenavam desesperadamente para sair daquele lugar. O andarilho estava em meio às pessoas. Pessoas esperançosas...
Esperançosas em avistar, ao final do horizonte, o número da linha destinado à trajetória homérica... ao itinerário odisseu que chega em Jassanã... abrigo protegido... lar doce lar ... Esperançosas como imigrantes no porto vendo navios e esperando aquele que os levará de volta à terra natal.
Como diz o cronista, quem espera se sente incompleto. Mas o andarilho, o que espera? O ônibus, certamente, não é... sua casa é a rua. Amor? Compaixão? Reconhecimento? Pena? Talvez... mas a espera visceral é outra...
O que lhe falta é o pão. O pão nosso de cada dia.
O que fazer? As moedas no meu bolso não resolvem o problema. Às vezes dá vontade de rezar... mas eu não acredito em deus... nem em deus, nem em Deus.
Talvez o próprio andarilho reze e, talvez, para ele faça sentido. Assim como a arte é a sublimação do desejo... a prece é a sublimação do pão.

Prece... sublimação do alimento... para o andarilho... e... talvez... para os padres.

Eu? O que espero? Não sei... Espero terminar essa crônica sem frases clichês. E, talvez... quem sabe... sem um ponto final no final.

Espero um mundo melhor... e sei que ele vai melhorar.
Será
Ponto de ?

sexta-feira, novembro 06, 2009

Uma aula sobre reportagem

Alguns livros caem em nossas mãos por acaso e acabam se revelando verdadeiras escolas, sejam estimulando reflexões ou mostrando situações desconhecidas. Há pouco tempo ganhei o “Grande Livro do Jornalismo”, uma compilação de 55 grandes reportagens, reunidas pelo inglês John E. Lewis. Coincidentemente vinha refletindo sobre a qualidade e a estética das matérias encontradas na grande imprensa brasileira. Lendo os artigos desse livro encontrei uma verdadeira escola sobre o fazer jornalismo, sendo assim selecionei uma das várias matérias interessantes dessa obra que considero de leitura obrigatória a todos. Ela é um pouco grande mas vale a leitura.

“Foram os cristãos”: massacre no acampamento de refugiados de Chatila

ELES ESTAVAM EM TODA PARTE, na rua, nas alamedas, nos quintais e em quartos destruídos, sob alvenaria esmagada e do outro lado dos monturos. Os assassinos, os milicianos cristãos que Israel deixara entrar no acampamento para “fumigar terroristas” 14 horas antes, acabavam de partir. Em alguns casos, o sangue ainda estava no chão. Quando vimos as centenas de cadáveres, paramos de contar.

Mesmo 24 horas após o fim do massacre de palestinos em Chatila, ninguém sabia ao certo quantos haviam sido mortos ali. Em todas as alamedas havia cadáveres — mulheres, meninos, bebês e avôs — caídos juntos em ociosa e terrível profusão onde haviam sido esfaqueados ou metralhados.

Cada corredor no meio dos detritos produzia mais cadáveres. Os pacientes de um hospital palestino simplesmente desapareceram depois que pistoleiros mandaram os médicos embora. Havia sinais de covas coletivas cavadas às pressas. Talvez mil pessoas tenham sido assassinadas ali, talvez metade desse número.

A história completa do que aconteceu em Chatila na noite de sexta-feira e manhã de sábado talvez jamais seja conhecida, pois a maioria das testemunhas ou está morta ou jamais desejaria revelar sua culpa.

O que é inteiramente certo é que, às 18 horas de sexta-feira, caminhões de pistoleiros de uniforme — e emblemas — da Falange Cristã, da direita cristã, e o exército libanês do renegado major Saad Haddad, do sul do Líbano, foram vistos pelos repórteres quando entravam no portão sul do acampamento.

Havia incêndios lá dentro e o barulho de pesado tiroteio, com tropas e blindados israelenses postados em torno do perímetro do acampamento, que não fizeram nenhuma tentativa de impedir que os pistoleiros — seus aliados desde a invasão do Líbano — entrassem.

Um porta voz do Ministério do Exterior israelense diria depois que os milicianos haviam sido mandados a Chatila para caçar alguns dos dois mil “terroristas” palestinos que os israelenses diziam ainda estarem no acampamento.

O que encontramos lá dentro às 10 horas da manhã seguinte transcendia qualquer descrição, embora fosse mais fácil recontar numa obra de ficção ou na fria prosa de um boletim médico.

Os detalhes, porém, devem ser contados, pois, sendo o Líbano, os fatos mudarão nas próximas semanas, quando milicianos, Exército e governos se culparem uns aos outros pelos horrores cometidos contra civis palestinos.

Logo adiante dos portões do sul do acampamento, havia antes várias casas de concreto de um só piso. Quando atravessamos a lamacenta entrada de Chatila, descobrimos que essas construções haviam sido todas dinamitadas até o chão. Havia caixas de balas por toda a rua principal, e nuvens de moscas enxameavam o lixo. Numa alameda à direita, a não mais de 50 metros da entrada, jazia uma pilha de cadáveres.

Dezenas deles, jovens cujos braços e pernas se enredavam na agonia da morte. Todos haviam sido fuzilados à queima-roupa na face esquerda, a bala rasgando em uma linha de carne até a orelha e entrando no crânio. Alguns tinham vívidas feridas roxas que desciam pelo lado esquerdo da garganta. Um fora castrado. Todos tinham os olhos arregalados, e as moscas já tinham começado a se juntar. Os mais novos tinham apenas 12 ou 13 anos.

No outro lado da rua principal, numa trilha que subia um monturo, encontramos os cadáveres de cinco mulheres e várias crianças. As mulheres eram de meia-idade, e os corpos jaziam cobertos por uma pilha de lixo. Uma estava de barriga para cima, o vestido rasgado, aberto, e a cabeça de uma menininha surgindo por trás. A menina tinha cabelos curtos e cacheados, e o olhar carrancudo nos fitava. Estava morta.

Outra criança jazia na rua como uma flor jogada fora, o vestido branco sujo de lama e poeira. Não podia ter mais de 3 anos. A nuca fora explodida por uma bala disparada no cérebro. Uma das mulheres também segurava uma menina pequena junto ao corpo. A bala que atravessara seu seio matara também a bebê.

À direita, via-se o que parecia ser uma pequena barricada de concreto e lama. Mas quando no aproximamos, vimos um cotovelo à superfície. Uma grande pedra revelou ser parte de um torso. Era como se os primeiros cadáveres tivessem sido empurrados a trator para uma alameda lateral, como de fato foram. Um trator — o banco do tratorista vazio — estava parado, culpado, mais adiante na rua.

Além desse parapeito de terra e corpos via-se uma pilha do que poderiam ser sacos diante de um baixo muro de arenito vermelho. Tivemos de cruzar a barricada para alcançá-lo e tentamos com afinco não pisar nos corpos enterrados embaixo.

Abaixo do muro vermelho uma fila de rapazes e meninos jazia prostrada. Haviam sido fuzilados pelas costas contra o muro, numa execução ritual, e jaziam, ao mesmo tempo patéticos e horríveis, onde caíram.

O muro da execução e seu obstáculo de cadáveres lembravam de certa forma alguma coisa vista antes, e só depois compreendemos como era semelhante em tudo às velhas fotos de execuções na Europa ocupada durante a Segunda Guerra Mundial. Havia ali talvez uma dúzia de cadáveres uns embaixo dos outros.

Era sempre o mesmo. Encontrei uma casinha intocada com um portão de metal marrom que levava a um pequeno quintal. Alguma coisa instintiva me fez empurrá-lo e abrir. Os assassinos acabavam de partir. No terreno jazia uma moça. Estava de barriga para cima, como se tomasse banho de sol no calor, e o sangue que escorria de suas costas continuava úmido. Jazia de pés juntos, braços abertos, como se houvesse visto seu salvador no último instante. Tinha o rosto em paz, olhos fechados, quase uma Virgem Maria. Só o pequeno buraco no peito e as manchas espalhadas no quintal falavam de sua morte...

Houvera luta dentro do acampamento. A rua era escorregadia, com caixas de balas e pentes de munição perto da mesquita de Sabra, e parte do equipamento era do tipo soviético usado pelos palestinos.

Estava claro que houvera guerrilheiros ali. No meio daquela parte da rua, porém, jazia — incrivelmente — um modelo perfeitamente entalhado de um fuzil Kalashnikov, o cano partido em dois. Fora um brinquedo...

Do outro lado de Chatila veio a voz incorpórea de um oficial israelense transmitida por meio de um Tannoy de cima de um transporte de pessoal blindado.

- Fiquem fora das ruas — gritava. — Só estamos atrás de terroristas. Fiquem fora das ruas. Nós atiraremos.

Uma hora depois, na galeria Semaan — longe dali —, alguém abriu fogo contra os soldados e eu me joguei numa vala ao lado de um major israelense. Os israelenses dispararam rajadas de balas sobre um prédio arruinado ao lado da rua, fazendo-o em pedaços como confete. O major e eu quedamo-nos amontoados em nossa vala durante 15 minutos. Ele perguntou sobre Chatila e lhe contei tudo que vira.

Então ele disse:

- Vou lhe dizer o seguinte. Os homens de Haddad deviam ter entrado conosco. Tivemos de fuzilar dois deles ontem. Matamos um e ferimos outro. Prendemos mais dois. Estavam fazendo uma coisa má. É só o que vou lhe contar.

Perguntei se foi em Chatila e se ele mesmo tinha estado lá. Ele não diria mais nada.

Então o operador de rádio, que estivera deitado na vala ao nosso lado na lama, se aproximou de mim rastejando. Era um rapaz. Apontou para o próprio peito.

- Nós, israelenses, não fazemos esse tipo de coisa — disse ele. — Foram os cristãos.

P.S. 1: Esse artigo foi redigido por Robert Fisk e publicado originalmento no The Times na data de 20 de setembro de 1982.

P.S. 2: Sobre o artigo: "Depois de Israel invadir o sul do Líbano em junho de 1982, os combatentes da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) foram evacuados para a Síria. Muitos refugiados palestinos e não combatentes, entretanto, ficaram para trás nos campos libaneses, os quais passavam pelo controle da milícia cristã local" (John E. Lewis, O Grande Livro do Jornalismo, pág. 317).