segunda-feira, dezembro 26, 2011

Tudo novo de novo


E lá se vai 2011... com uma rapidez inacreditável! Fazer aniversário no dia 31 de dezembro tem lá suas vantagens. Para mim, é sempre uma etapa de vida que se encerra, é vida que se renova (literalmente)!

Pela minha retrospectiva, 2011 foi uma no de surpresas, definições, reafirmações, saudades, perdas irrecuperáveis, mudanças bruscas decepções e alegrias inesperadas.

Tenho muito o que agradecer e - me desculpem - não vou dividir esses agradecimentos com vocês. Mas vou dividir um desejo pessoal: que 2012 seja o ano das pessoas corajosas!

Favor não confundir: sentir medo é impossível, o segredo é aprender o que fazer apesar dele!

Tem um texto que circula na internet que diz: "quem teve medo não é corajoso, é bobo." O mesmo texto diz também que quando o desejo vence o medo, praticamos um ato de coragem. É isso que eu te desejo: pratique seus pequenos atos de coragem em 2012.

Por mais que o medo das coisas ruins (elas também vão acontecer em 2012!) seja um fato, não se sinta paralisado...não trace comparações com o que já passou.

Em 2011: você foi despedido? Terminou um namoro longo? saiu de casa? Uma amizade acabou de repente? Perdeu alguém querido? Passou por algum problema de saúde?

Desculpe não compartilhar do seu sofrimento, mas você não foi o único!

Se você superou o que parecia impossível, parabéns! Já aprendeu a realizar os tais atos de coragem... Continue assim e será sempre feliz!

Aproveite o simbolismo da mudança do ano no calendário e se desfaça do que parece um peso morto na sua vida. Porque é o que eu vou pedir de todo coração quando o relógio marcar 23h59 no dia 31...

O que quero é coragem para ter um ano mais leve. E te desejo isso também. Vamos fazer isso juntos, nos livrar de lembranças dispensáveis para abrir espaço para novas e mais agradáveis!

Vamos caminhar por 2012 com os passos leves de quem não irá esperar que devolvam o que nos foi tirado, sem implorar que nos amem, contando com as companhias de quem caminha ao nosso lado (se não correndo à nossa frente, ou atrás... vai saber), assumindo os erros e tomando decisões corajosas.

Na palavras, sempre delicadas, de Mário Quinta: "E só ganhar, toda vida, inexperiência... esperança... Nada jamais continua. Tudo deve recomeçar!"

segunda-feira, dezembro 19, 2011

deixa comigo!


"Inteligente, mas distraída." "Esperta, mas bagunceira." "Teria notas ainda mais altas se não confiasse tanto na memória." "Ela conversa a aula inteira, mas na hora das provas se concentra rápido e as notas não ficam a desejar." "Vocabulário invejável, facilidade de falar em público, paixão por livros... mas é o centro da conversa em sala de aula!"

Desde que me entendo como gente tem alguém me cobrando responsabilidade, dedicação e competência.

Deu certo!


Tudo isso deixou de ser uma cobrança externa e, olha aí uma meta de vida! Eu tinha que ser boa no que iria fazer, porque amava aquilo. Aliás, amo o que faço! Amo o que escolhi fazer! Faria uma vida inteira sem ter o que reclamar!

Mas nem sempre as paixões e os amores dão certo, né?! Não tem sido diferente pra mim...

E se o jornalismo não for o meu amor de uma vida inteira? E se a possibilidade de levar esse amor adiante deixar de existir?

Acho que se questionar a respeito das próprias escolha é natural. E minha vez de fazê-lo chegou!

Mas aceitar mudar de carreira é uma decisão minha! Única e exclusivamente... 

Eu sei que me matei de estudar e que sou boa no que faço! 

Cada elogio que recebo é força pra continuar batalhando! Cada leitor confesso desse blog é testemunha da minha evolução como pessoa e como redatora!

Mas quem tem as rédeas da minha vida sou eu, certo?!

Por mais que todo mundo acredite em mim (e saber disso é uma sensação deliciosa!), o que eu quero agora é apenas deitar na minha cama, acender um cigarro e decidir minha vida com calma...

Eu não nasci com sorte... mas nasci com vontade!

Minha xará Bernardi é quem diz que "A vida é feita de escolhas. Quando você dá uma passo à frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás. E se ficou para trás é porque não serve mais!"

sábado, dezembro 03, 2011

eu, eu mesma e o mar


Me dei um tempo da vida. Segui os conselhos de uma amiga e fui cuidar da minha cabeça. Larguei uma cidade mineira de interior, os problemas e uma semana chuvosa. Fui buscar abrigo no ombro de um amigo. E também paz de espírito andando descalça na areia, sentindo o cheiro da maresia, embaraçando os cabelos no vento frio e lavando a alma em longos banhos de mar.

Durante alguns dias eu lembrei o que era ficar sozinha comigo mesma e só! Sentada na praia revi uma vida inteira, literalmente.

No primeiro dia, pensei em umas dez pessoas que gostaria que estivessem ali comigo... era tanta beleza, que me sentia no direito de dividir com alguém... cada um por um motivo diferente.

O amigo que me acolhia (que acabou aproveitando pelo menos um dia). As amigas com quem eu queria ficar esticada na areia falando dos caras gatos que passavam por ali. Os irmãos com quem, certamente, eu estaria tomando incontáveis cervejas geladas. O cara que toda hora vinha na minha cabeça... Uma pessoa do passado que nunca viu o mar... a quem eu prometi essa experiência e nunca pude cumprir...

No segundo dia, poucas dessas pessoas continuaram vindo na minha cabeça. No terceiro dia só um cara ainda povoava a minha imaginação... Foi aí que eu me perguntei: "peraí, Tati! Porque você só consegue se ver num lugar desses sozinha?"

Ora, pois! E não é que era isso mesmo... eu tinha aproveitado tudo o que a praia tinha pra me oferecer, sim! Mas sempre pensando: "mas se Fulano estivesse aqui comigo..." E ele não estava... ninguém estava...

E eu ali, de frente para aquele mar incrível! Sozinha! Por opção! E sabe de uma coisa, descobri que me bastava. Eu realmente não precisava que outra pessoa estivesse ali comigo. Eu estava de frente para o que mais me fascina no mundo: o mar!

Depois disso, eu sentava e passava horas olhando a arrebentação. Ouvindo as ondas quebrando. E sabe o que vinha na minha cabeça? Como é tão fácil eu me sentir feliz... e como eu tenho me esquecido disso!

São tantas as vezes em que esqueço de mim em prol dos outros. É a carreira que insisto em seguir, mesmo não dando em muita coisa. São os amigos que acabam exigindo demais e eu cedendo. São as pressões de todos os lados as quais acabo sucumbindo. São as idéias que estavam enrijecendo na cabeça.

Esse tempo que passei comigo foi o que me fez mudar os planos, mudar o visual, mudar a forma como lido com as pessoas e mudar os conceitos de vida.

E sabe o quê? O importante é saber que mudar de postura, de pensamento e de idéias é uma das qualidades mais louváveis em uma pessoa. Quem não muda, não evolui!

quarta-feira, setembro 28, 2011

colorindo a amizade!

Me trás uma caixa de lápis de cor que eu vou colorir essa amizade!

De hoje não passa!

Não aguento mais pensar como seria se eu tivesse a coragem de ultrapassar a barreira do "somos grandes amigos"...

Você nunca se perguntou: "e se a gente trocasse uns beijos de vez enquanto?"

Não há mulher que eu conheça que nunca se questionou até onde é amizade e quando passou a ser atração.

Não estou dizendo aqui que não exista amizade entre pessoas do sexo oposto. Eu tenho muitos homens na minha vida que são mais honestos, participativos e parceiros que as "amigas". E que sabem tanto da minha vida, quando qualquer outra pessoa em quem eu deposite confiança. Nem por isso me sinto atraída por eles... Mas já me senti por um, talvez dois... Só que nunca compartilhei o sentimento. Guardei aquele romantismo todo pra mim. E acabou passando.

O problema é que agora eu quero testar a potência de uma amizade colorida. E daí se o que eu quero é olhar para um cara que conheço há tempos e pensar: "passaria o resto da minha vida ao seu lado"? Quem disse que não vai ter graça, ou sentido, ou durabilidade?

Acredito, sinceramente, que se você e ele já são amigos há um bom tempo - e se gostam muito assim - é meio caminho andado. Pensa bem...

Você sabe que ele não gosta de frequentar certos lugares, que prefere fazer um programa tranquilo durante a semana, que não está satisfeito com emprego que tem e ainda assim se dedica, que prefere uma cerveja geladíssima a um bom vinho. Você também sabe que ele tem quatro tipos de sorriso para usar em situações diferentes. Que ele sabe mais da vida dos outros do que você imagina, só que não fala. Que mesmo tendo o isqueiro no bolso ainda prefere pedir o seu, que dança forró bem, que adora pagode... E por aí vai...

Ao mesmo tempo, ele sabe que você odeia homem ciumento, que topa qualquer programa com os amigos, que você é ótima cozinheira, que é fissurada por filmes e que fuma igual um dragão quando está nervosa. Ele já te ouviu falar tanto dos fins dos namoros, que sabe exatamente o que você ama e odeia nos homens. Ele nunca esquece de pegar sua cerveja quando vai buscar a dele. Ele sabe da sua surdez em grandes eventos e conversa no seu ouvido. Ele já sabe que você vai destilar seu veneno contra alguém pelo olhar que você faz. Ele te reconhece pelo perfume. E faz piada porque sua gargalhada é contagiante...

Afinal de contas, porque serem apenas amigos? Até parece que com essa cumplicidade toda já não rolou um olhar mais interessado, uma crise de ciúmes involuntária, um toque que causou arrepio, um abraço mais demorado, até uns beijinhos esporádicos sem grandes intenções... Se chegou a esse ponto, rolava pensar em segundas, terceiras, quartas intenções. Vai que dá certo?

obs.: Esse texto foi escrito ao som de "Only girl" da Rihanna!

terça-feira, agosto 30, 2011

Divagações


Certa vez sentei em frente ao computador na esperança de que as palavras fluíssem, que a tela em branco aos poucos se inundasse com as palavras e aquelas letras soltas aos poucos terminassem em uma crônica, um conto, um romance, uma dissertação, um editorial ou qualquer coisa significante que preenchessem esse espaço vazio deixado por mim nesses meses em que, sem muita explicação lógica, eu abandonei esse blog.

Era muito fácil justificar essa ausência literária através do trabalho, mas redigir um texto jornalístico não é uma prática literária? E nesse quesito exercitava diariamente, porém qual era a razão que me levava a uma inércia que de algum modo me impedia de vir aqui e deixar o pensamento correr nessas divagações?

Resolvi sentar e escrever. Tinha certeza que produziria algo, nem que precisasse chegar a um ponto de exaustão mental, mas de uma forma ou de outra iria voltar a publicar, afinal, como bem definimos o nosso espaço virtual, “a chave de todas as ciências é, inegavelmente, o ponto de interrogação” [Honoré de Balzac]. E porque não definir o exercício da escrita como uma ciência? Está certo que para isso não existe nenhuma regra matemática ou uma razão lógica, mas a sua prática exige uma constante reflexão, um retorno recorrente aos nossos inúmeros pontos de interrogação e, ao final de uma página redigida, traduz algo que nos traz algum sentido.

Conclusões óbvias, palavras vazias. Talvez era isso que eu temia, mas não estou preocupado, às vezes é necessário deixar que as frases apareçam e sejam largadas na página e simplesmente deixar a cabeça trabalhar. Tudo isso, no fim, é bastante relaxante. Não a nada melhor do que assistir o seu pensamento tomando forma ali, bem na sua frente. Uma letra depois da outra, uma palavra depois da outra e um parágrafo depois do outro. Simples divagações.

Aos poucos os pensamentos se dissipam e, como em uma longa baforada, se esvai com a chegada de mais um ponto final. Assim, simples.

terça-feira, agosto 02, 2011

Construindo pontes

"nunca entendi porque as pessoas constroem muros ao invés de pontes..."

Quem nunca ouviu essa frase na vida pode pegar a primeira pedra aí e atirar na minha testa. Mas mira direito! Se você errar... já sabe: é minha vez!

Hora de falar sério. Desde a minha adolescência eu vejo essa frase no google, em frases nos cadernos da amigas, em agendas, em calendários, em tudo o que possa soar piegas e mesmice. Mas é uma frase que sempre me fez um sentido impressionante. Sempre concordei com o trocadilho "fazer ponte" para relações humanas. E sempre pensei bem friamente a respeito disso.

Já perdi as contas de quantas pessoas (que conheço) que têm a capacidade de subir muros enormes em torno de si mesmo. Pedreiro? Tijolo? Cimento? Nada disso! Usam mesmo é raiva, mágoa, má-vontade, grosseria. A eles, parece mais eficaz. A mim, parece mais triste.

Se isolar é um direito divino de cada um. Todo mundo precisa fugir do mundo uma vez na vida, ou duas. Mas ninguém tem o direito de obrigar quem se importa a observar o isolamento tão de perto. É cruel!

Claro que sou a favor das pontes! Lógico que sigo construindo as minhas com afinco. Em muitas vezes elas são longas... muito longas... pontes de me ligam a quem está muito distante. Mas está ali, firme e forte.

Tenho também uma ou duas pontes de bases muito fundas. Metros e metros de concreto enterrados em rios profundos. São pontes robustas, largas, onde circulam todo tipo de pessoas e veículos... mas estão lá. Inabaláveis.

Já construí pontes lindas... de madeira nobre... de beiral enfeitado... daquelas que você já constrói sabendo que vão ficar apenas na memória. Você não vai voltar depois que estiver pronta. Mas sabe que ela está lá.

Mas a pior sensação é quando você se dedica na obra de pontes que acabam virando pinguelas! Bambas, frágeis, estreitas, sem firmeza. Chega a dar medo ir! Quanto mais voltar! Mas sabe o quê? São as pinguelas que levam às relações que você mais preza. Pode prestar atenção. Você nunca se esquece delas, por mais torturante que seja fazer a travessia.

Eu poderia passar horas escrevendo sobre todas as pontes por onde já passei e sobre as que eu construí em direção às pessoas. Mas eu gosto mesmo é de lembrar das que foram feitas especialmente para chegar a mim.

Uai, você não? Não te alegra saber que alguém dedicou horas, meses, quiçá anos, se dedicando a pensar em uma bela ponte para conseguir alcançar você??? Então não sabe o que é se sentir importante na vida.

Está na hora de rever suas relações... não é?!

quinta-feira, julho 21, 2011

crítica de um itabirano crônico

Há alguns meses, observando os noticiários estrangeiros, temos visto uma crescente mobilização dos povos pela participação nos regimes políticos. Na França a reforma da aposentadoria leva um mar de pessoas às ruas, centenas de milhares de jovens desempregados questionam a diminuição da qualidade de vida no país e clamam por uma “democracia real”. Junta-se a eles o movimento espanhol dos “indignados”, que enfrentam grave crise econômica. Gregos em greve geral, argentinos em panelaços. E o mundo árabe, países inteiros ocupando ruas e praças, derrubando regimes autoritários que os reprimiam há décadas.


Como um jovem brasileiro venho me perguntando o que está havendo. Desde que comecei a procurar respostas, percebi que elas não aparecerão assim facilmente. Poderia trabalhar com teses, buscand o confirmações, mas me parece não existir uma fórmula. Os países são diferentes, as pessoas têm culturas e objetivos distintos.

Considero importante nesta abordagem as referências que nós, povo de Itabira, poderíamos retirar destes exemplos espalhados pelo mundo. É evidente que existe uma insatisfação geral da população itabirana com as políticas adotadas nas últimas administrações municipais. Até então, nada muito diferente, pois como vemos, existe gente insatisfeita por todos os cantos. O que me tranquiliza muito é ver que as pessoas, mesmo tendo a beleza das ruas parisienses, o calor das praias gregas ou o bom futebol do Barcelona, se dispõem a lutar pela melhoria constante de suas vidas.


No Brasil também há exemplos. Várias manifestações populares vêm acontecendo nas terras tupiniquins: desde a “marcha da maconha” até “marcha para Jesus”, passando por greve dos bombeiros cariocas e a criativa idéia da ocupação da “praia da estação” em Belo Horizonte. Independente dos méritos é incrível poder contar com iniciativas como estas, cada vez mais comuns em nosso tempo, onde infelizmente a rotina costuma se sobrepor às ações que partem do indivíduo e atingem o coletivo.


Um fator central neste tipo de mobilização da sociedade contemporânea é, sem dúvida, a internet. Este mecanismo de interação por si só já representa uma revolução no modo de vida social. A internet é um ponto de convergência que estimulou a vontade de ser, pelo fazer. Possibilitou o encontro, retomou o gosto pelos debates, viabilizou-os dentro de um cotidiano atarefado em que vivemos. Potencializa a transformação. É uma nova atitude, onde tantas revoluções vêm acontecendo. Nos países democráticos o debate se incendeia, as mídias de massa são desmistificadas pela comunicação online, enquanto nos países autoritários movimentos clandestinos são autenticados e fortalecidos pelas redes sociais.


Talvez isto possa significar uma revolução em nosso comportamento social. São gritos de liberdade cada vez mais difíceis de serem abafados.

Todos nós deveremos nos adaptar: os mercados de consumo, as relações pessoais e o próprio conhecimento. A imprensa perderá seu papel de difusora da informação e da consciência democrática? Alexis de Tocqueville, pensador e historiador político que escreveu sobre as democracias ocidentais, se impressionou, ao desembarcar nos Estados Unidos no meio do século XIX, com a quantidade de jornais que havia ali. Para ele aquilo era um indício de uma democracia forte. Pois a informação deve percorrer com liberdade entre as pessoas, que devem obtê-la através de fontes distintas e ind ependentes umas das outras. Volto a perguntar: a imprensa perde vitalidade face às novas mídias, implicando risco de um retrocesso da democracia?

Não acho. A verdade é que estamos frente a uma expansão dos meios de informação que vem transformando em escalas extraordinárias todas as esferas das relações políticas. Em qualquer lugar, seja em qual instância de poder, mesmo que ainda minimamente, a internet já apresenta as influências de suas virtudes.


Itabira tem luz, tem movimento, tem som, mas também tem sombras. As sombras são mais fortes quanto mais forte é a luz. Pelas estórias que ouvia, concluí que o itabirano sempre buscou a luz. Possui uma terra fértil para a arte, para belos encontros e transformações. Minha proposta é que se aqueçam os debates, pois creio que a vida está mudando a rotina, principalmente.


O que vemos hoje em nossa cidade é a necessidade de uma revolução do comportamento. O tempo está aberto para isso. Há ferramentas para a ação. Percebo uma enorme vontade das pessoas com quem converso. Parece-me que esta é uma boa hora para Itabira pensar em voltar aos trilhos, pois a locomotiva sente saudades de seu maquinista chefe, o povo Itabirano.

segunda-feira, junho 27, 2011

e lá vamos nós...


De acordo com o atual cancioneiro popular "beijo na boca é coisa do passado"... E, vá lá, muita gente vem concordando. Eu não. E, levando alguma experiência na minha bagagem, tenho dado sorte em conhecer quem concorde comigo. Sorte que vem me acompanhando e se manifestando com espaços regulares de tempo. Mas da última vez foi, digamos, surpreendentemente inesperado e prazeroso... falando - pelo menos - por mim!


Tenho que explicar que eu sou antipática mesmo com certas investidas. Diria minha xará Tati Bernardi: "o mundo tá cheio de gente brega e limitada e é um direito meu não querer olhar na cara delas, não tô fazendo mal a ninguém, só tô fazendo bem a mim".

Partindo desse pressuposto, dei confiança pra quem já conhecia e já queria. Ou seja, foi igual dar uma caixa de chocolates para uma mulher na TPM. Satisfação garantida e uma alegria só.

Ato contínuo de uma vida de desencontros (como a minha sempre foi), não tive mais notícias. Ainda. Eu teria um sem número de razões para fugir e não procurar saber. É... eu sou dessas. Me acostumei com uma certa impressão de estar abandonada, de que falta alguma coisa, de pouco. Um a mais, um a menos não faria assim tanta diferença pra mim. Antes desse, vieram outros. E eles continuaram passando por aqui - muitas vezes abalando estruturas, outras tantas derrubando a casa inteira e poucas vezes passando despercebidos.

Na verdade, olha a Tati Bernardi de novo, "sei que sou exatamente o que 98% dos homens não gosta ou não sabe gostar. Eu falo o que penso, abro as portas da minha casa, da minha vida, da minha alma, dos meus medos. Basta eu ver um sinal de luz recíproca no final do túnel que mando minhas zilhões de luzes e cego todo o mundo. Sou demais. Um dia um louco, direto do planeta dos 2% de homens, vai aparecer".

A tendência é sempre acreditar que o atual é esse cara dos 2%. Fazer o que? É automático! Eu sou intensa mesmo, eu me ferro mesmo. Tudo é bom, tudo é ruim e tudo é bom de novo. Não fossem os altos e baixos, a minha vida seria uma planície bucólica e tediosa. Sou mulher de subir e descer morros. Constância me cansa e dá preguiça. Sou uma mulher que fica porque quer, que encurta conversa chata, que estende dramas, que acha todo mundo meia bomba. E é impaciente na espera por uma metade meio interessante.

E, por incrível que pareça, como é interessante essa metade com quem topei esses dias... interesse que veio num beijo forte, intenso, gostoso, ofegante, difícil de esquecer.

O que posso dizer? Quero mais! Sempre que mais! Sempre acho pouco! Sempre é quase impossível me controlar!

Vale a tentativa e sair das voltas do meu furacão emocional rotineiro e ficar parada no olho dele (onde a calmaria de ventos impressiona).

Mantra diário: sonhar acordada não é legal. Esperar é preciso...

OBS.: a música de fundo enquanto escrevia esse texto foi, no mínimo, uma grata coincidência: "a vida, tão generosa comigo, veio de amigo a amigo me apresentar a você..."