segunda-feira, junho 07, 2010

Norte ou sul? Leste ou oeste?


Cedo ou tarde descobrimos qual é o nosso lugar no mundo. Ou não. Clichês são as formas de expressão mais utilizadas na humanidade, para alguns verdadeiros pés no saco, para outros uma boa forma de falar sobre sentimentos. No meu caso prefiro pensar nos clichês como a mais pura falta de imaginação, mas nesse momento não vejo outra saída a não ser fazer uso de um breve clichê.


“Chega uma hora na vida de um homem” em que ele percebe se seu destino é amarrado a um determinado lugar ou não. Alguns preferem criar raízes, viver na segurança de um lar. Já outros escolhem saborear uma aventura e partem em busca de algo que realmente valha à pena.


Como todos sabem a vida é curta e o mundo nos reservas altas doses de conhecimento e histórias esperando para ser descoberta. Por isso não vejo muito sentido em ficar encostado a uma vida pacata. A aventura pulsa na veia de um homem, porém a liberdade é restringida pela rotina, o maior veneno moderno.


E como as frases soltas invadiram esse blog, finalizo esse breve pensamento com algumas linhas de certo poeta: “navegar é preciso, viver não é preciso”.

sexta-feira, junho 04, 2010

Pra não falar que não falei das flores

Bom. Vamo lá. Falei, tá dito. Não volto atrás. Vale pra você também. Depois de chutada, a bola segue seu rumo, sua direção, seu caminho e não há nada que você possa fazer. Como dizem, há três coisas que não voltam nunca mais: a flecha atirada, a pedra lançada e a palavra proferida. Assim disse Júlio Cesar "A sorte está lançada!". Agora é esperar o inesperado, afinal não adianta chorar sobre o leite derramado. Não era pra rimar.
Pascal já dizia que o inesperado favorece as mentes brilhantes ou que o inesperado é armadilha para o homem medíocre e oportunidade para o sábio ou qualquer coisa do tipo. E não adianta ficar quebrando a cabeça. Às vezes a solução é... justamente... evidente de tão simples. Absolutamente banal. E o banal é difícil de ver. Muita gente olha e não vê. São poucas as pessoas que enxergam o óbvio. O homem que inventou a roda foi um deles. Outro foi o cara que inventou a fila. Tava todo mundo lá na praça perto do coliseu querendo garantir o peixe e o centeio de cada dia, maior bagunça, tumulto caos gritaria, até um transeunte, passando pelo local, vislumbrar com aquele olhar de gênio: "Peraê! Por que vocês não fazem uma fila?".

Se existe um problema.. ou melhor.. um problemão e você procura diversos modos de resolvê-lo, mas a única coisa que encontra é a conclusão de que não existe solução... bingo! Está solucionado. No entanto, se não existe nenhum problema, não existe solução. Aí sim temos um problema. Para pensar.

Termino com algumas frases geniais de alguns pensadores de diferentes épocas. Isaac Newton: "tudo que vai, volta". Heráclito de Éfeso "o caminho que sobe é o mesmo que desce". Fernando Sampaio: "ou caga ou sai da moita".

Ps.: E pra não falar que não falei das flores, aproveito pra mandar um beijo pras garotas lindas e talentosas da República Kzona. República de universitárias da federal de Diamantina.

quinta-feira, maio 06, 2010

Butiquim da Esquina


Chego do trabalho
Já quase sem energia
Ai me lembro!
Daquela cerveja marcada
No "Butiquim" ao lado.

O Butiquim não é qualquer
Copo Lagoinha, Cerveja Gelada, Carne Cozida
Mulheres bonitas.

Balcão a moda antiga
Choro, Jazz, Samba
Guardanapos, Cardápios, Canetas

Lá no fundo um sorriso
Lábios vermelhos e carnudos
Cabelos ondulados e cor de mel.

E eu apenas um admirador

Esse poema é de autoria de Pedro Bretas, o Pedrin!

domingo, abril 11, 2010

Samba dos amores de toda semana



Toda semana escrevo um samba

para toda a mulher que estou amando,

toda semana eu me apaixono,

toda semana escrevo um samba...


Toda semana escrevo um samba

para toda a mulher que estou amando,

toda semana eu me apaixono,

toda semana escrevo um samba...


Semana passada foi a Tereza

sorriso de flor, charme de amor.

Essa semana é a Mariana,

que só me engana, que só me engana.


A cada semana um novo amor

taí um tremendo sofredor.

Toda semana eu sofro, sofro,

toda semana é amor de novo.


Toda semana escrevo um samba

para toda a mulher que estou amando,

toda semana me apaixono,

toda semana escrevo um samba...


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Aquela semana lá em casa,

me apaixonei, não agüentei.

E quem é que agüenta essas mulheres

maravilhosas e bem cuidadas?


Para essas moças com quem me encanto

faço esse samba quase sincero,

E acreditem, quando te digo,

Que me apaixono toda semana.


Toda semana escrevo um samba

para toda a mulher que estou amando,

toda semana eu me apaixono,

toda semana escrevo um samba...


Toda semana escrevo um samba

para toda a mulher que estou amando,

toda semana eu me apaixono,

toda semana escrevo um samba...

domingo, abril 04, 2010

Fuja do Amor



Não tem comida alguma em casa, os vizinhos estão nervosos comigo e ela ainda quer divisão igualitária dos bens...O amor, fez isso. Esperanças de um futuro ao lado de uma pessoa maravilhosa me tomaram, e eu, santo apaixonado me deixei levar...Bem a maneira dos antigos sofredores do amor. Logo depois, veio o inferno (de Dante) bem na minha cabeça. Certeiro. E ela, ela ainda queria a divisão igualitária dos bens; e por mais que o resto da minha dignidade estivesse prestes a cometer uma loucura, digo, me declarar desvairadame mesmo depois de toda humilhação, oferecendo a minha escravidão em troca do seu amor, resolvi não negar nada. Oras, eu a amava e isso não era nenhum segredo.


Quando se ama, o melhor a fazer é fugir...Fuja. Desapareça. Vá para uma ilha distante e não pense em voltar. Não vá achando que se voltar ela estará de braços abertos te esperando com labios de mel e amor sobrando por todos os lados, pois ela não estará.

sábado, abril 03, 2010



A questão da arte colocada por Raulzitooo é mesmo muito interessante. O filósofo parte do pressuposto de que a arte é inviável inacessível inexecutável enfim inexistente sem a marca do desejo brasão da loucura força instintiva e brutal das cargas de energia psíquica oriundas das pulsões do Id. Então a arte fica assim.. indissociável dos impulsos libidinosos. Fico pensando em Michelangelo Buonarroti, na Capela Sistina e no que vovó diria se ouvisse isso. O interessante é que, se adotarmos o ponto de vista psicanalítico, veremos que a arte é uma forma de satisfazer tais catexias pulsionais por meio da sublimação. Ou seja, a descarga da energia sexual se dá por meio da expressão artística. Não, eu não sou freudiano. Não. Também não tenho nada contra. A teoria de Freud é complexa, uma filosofia muito sofisticada. O problema da psicanálise são os psicanalistas. Se Deus me oferecesse, não, não acredito em Deus, mas se aindassim ele me oferecesse a oportunidade de escolher alguém pra trocar uma ideia num bar... desde Confúcio a Aristóteles, passando por Nietzche, Jesus Cristo, Kant, Dilma Rousseff ou... sei lá, aquele maluco anti-social da época da faculdade que ficava tentando encontrar sentido no que o professor de sociologia dizia... eu escolheria, sem sombras de dúvida, Doctor Sigmund. Entretanto Raulzitooo vai muito além. Muito além do princípio do prazer. Além de válvula de escape, o pensador atribui ao fazer artístico um caráter operacional estratégico. Para ele existe um mecanismo funcional subjacente à construção de uma obra. Tomando como base o evolucionismo neodarwinista pós-moderno - cujo processo de seleção natural resultante da interação entre a variabilidade genética e o meio circundante elegeu a reprodução sexuada como a forma mais adaptativa, senão a única, capaz de dar conta do fluxo dinâmico e ininterrupto das mudanças ecológicas - a ideia de que a seleção reprodutiva é o braço direito da seleção natural, que as mulheres, depois do feminismo, passaram a coordenar ambas assumindo o papel de Deus que, desiludido e em crise existencial, sumiu do mapa (por isso não acredito mais nele), podemos chegar a uma conclusão: os homens fazem arte no intuito de chamar a atenção das mulheres e impressioná-las aumentando a probabilidade de encontros sociais com o sexo oposto e conseqüentemente (com trema porque eu amo o português clássico, não, não é o Manuel da padaria, é a língua mãe onde fui criado, não, não me fale em Complexo de Édipo) a probabilidade do estabelecimento de uma relação amorosa e, claro, da perpetuação de seu patrimônio genético. Afinal de contas, o gene não é egoísta? Daí associando as ideias de Freud com as ideias de Raulzitooo, chegamos à segunda conclusão: a arte pode ser produto de uma libido mal resolvida do tipo ninguém me ama ninguém me quer ninguém me chama de Baudelaire ou resultado de uma necessidade biológica de transmissão de genes ou, no meu caso, os dois. Assim, vislumbramos a terceira e derradeira conclusão: escrevo essa crônica pra descarregar minha libido que, armazenada, acarreta em mim sintomas neuróticos e, ao mesmo tempo, espero que uma garota linda e inteligente (partindo do pressuposto que toda garota linda é inteligente) comente no blog e me convide pra sair.

Arte é sexo

Eu sei que as moças adoram poetas.
e eu só escrevo porcausa disso. Por elas,pra elas, para que eu tenha elas.
sem motivos nobres
pq escrever é uma merda
quase sempre, as palavras acabam com a sua dignidade
e tentar poetizar a vida é coisa de viado chato
só vale, se for pra fingir de romântico.
pq, vc támbem sabe, que as moças adoram.
e nenhum homem é uma ilha
e nós todos pensamos em sexo, com amor ou sem amor.
aliás, 90% do que faço é pensando em sexo.

Vc acha que Camões queria o que?
Ficar manco, perder um olho, viajar com a marujada podre e morrer na merda?
tudo em nome da poesia, da escrita?
Ele queria eram as mulheres.
Queria ter todas. Egoísta, tarado e poeta.
Foda-se portugal e os reis de portugal e o imperio ultramarinho português.
Viva as donzelas da corte, as das ruas, as dos campos

Esse negócio de arte só existe porcausa do sexo,
eu acho.

segunda-feira, março 29, 2010

Pequenas histórias e grandes personagens, pequenos personagens e grandes histórias


A história é a essência de inúmeras biografias
(Thomas Carlyle)

Quando se fala de história costumamos ficar atentos nas grandes mentes, nos grandes homens ou naqueles que por fraqueza de espírito, paranóia ou loucura foram responsáveis por atos (alguns terríveis) transformadores. Acontece que por trás de cada ação no curso da narrativa humana existem milhares de pessoas que são diretamente responsáveis por moldar o mundo que conhecemos, mas que por capricho de pesquisadores ou pela falta de páginas em livros acabam no esquecimento.

No documentário “Nós que aqui estamos, por vós esperamos”, dirigido por Marcelo Masagão e lançado em 1999, nos deparamos com uma forma diferente de ver a história durante o século XX: a mescla de grandes feitos (e grandes erros) de pessoas notórias, mesclada com a contribuição dos muitos anônimos que dela fizeram parte.

O Ford T não surgiria se algumas pessoas não aceitassem trabalhar muito e ganhar quase nada. A geografia não seria a mesma se não tivesse soldados para defender suas pátrias enquanto outros buscavam expandir seus terrenos. Sem ideológicos não teríamos as revoluções e sem as revoluções não lutaríamos por algo melhor. Ditaduras vieram e se foram graças aos que tiveram ímpeto. E as artes não seriam as mesmas se não existisse o experimentalismo. São poucos os mestres, mas muitos os que ousaram.

Enfim, o documentário do Masagão reflete basicamente sobre a influência que cada pessoa tem no desenrolar da história humana — apesar de só alguns escrevem o seu nome nas páginas dos livros — no final todos tem o mesmo destino: encontrar com aqueles já que deram sua contribuição para a humanidade.