sábado, maio 28, 2011

mal-humor matutino acaba!




Imagina: manhã fria, eu atrasada, com sono, com preguiça, com um mal-humor matinal todo meu, andando apressada pela rua (eu só ando apressada e a passos largos), cabeça baixa, Tiago Iorc tocando bem alto no fone. Tudo armado pra eu não perceber o menor sinal de ser humano por perto. Uma velha tática para não dar uma patada em algum desavisado quanto ao meu humor matutino.

Tudo corria como sempre correu... até eu ter que levantar a cabeça pra atravessar a rua... A primeira coisa que vi? Um par de olhos castanhos me encarando de dentro de um carro parado no sinal. Me espantei tanto que parei de andar. O olhar tinha um "q" de curioso. E sorria! Aqueles olhos sorriam! Numa manhã gelada de terça-feira! Ato contínuo procurei a boca que fazia par com aqueles olhos (boca linda, aliás!)... e ela também sorria. Pra mim???? Não pude evitar a dúvida. Ação totalmente comum a quem sofreu meia vida com baixa auto-estima, olhei pra trás procurando a pessoa que recebia um sorriso daqueles. Com certeza deveria merecer. E, bom, não tinha mais ninguém além de mim...

E, bem, eu ri de volta. E o sorriso daquele cara abriu mais ainda. E comecei a atravessar a rua olhando pra ele, mas totalmente confusa... quantas vezes isso acontece com alguém? Comigo era a primeira vez. Com certeza! E o sinal abriu. E ele teve que sair da inércia. E eu continuei olhando o carro até ele sumir de vista. E continuei com o sorriso no rosto até chegar ao meu destino. E foram os segundos que pareceram horas inteiras. E foi bem legal viver um momento que eu só conhecia de descrição em livros! E adulta como sou, já fucei todas as redes sociais das quais participo e já descobri quem é o dono dos olhos - e sorriso - que me fizeram sorrir uma manhã inteira... Acho que ele merece saber que, mesmo sem querer, conseguiu uma façanha: me tirar do mal-humor eterno de todas as manhãs!

domingo, maio 01, 2011

nós mulheres fantasiamos!


Não sou uma mulher defensora de causas feministas. Não acho que admitir as excentricidades das mulheres seja, de alguma forma, trair a classe. Acredito que seríamos consideradas menos complicadas se tivéssemos coragem de assumir nossas fragilidades e falássemos sem rodeios.

Pois bem, mulheres fantasiam suas relações amorosas. Não tem jeito de fugir disso, cara! Sua avó, sua mãe, sua irmã, suas tias, primas, amigas, professoras, colegas de trabalho, a caixa do supermercado, a atendente da padaria... a sua mulher... todas fantasiam o que não têm!

A vida que você e sua mulher levam é ótima. Vocês se amam. Sexo freqüente e ainda interessante. Boa relação com as família. Os dois com empregos satisfatórios. Tudo caminhando como você sempre achou que seria. Uma alegria só. Desculpa, gato, mas sua mulher não acha tão maravilhoso assim... Com certeza ela reclama com as amigas que você poderia ser mais carinhoso, que ela poderia ser mais compreensiva, que vocês passaram a ter uma vida social menos ativa.

Ela faz isso porque está insatisfeita? NÃO! Ela faz isso porque é uma sonhadora. E, invariavelmente, toda mulher nasce com o gene do romantismo em tamanho irremediavelmente maior do que deveria ser. É sempre mais fácil se imaginar vivendo um roteiro de filme água com açúcar. Isso as mantém vivas! E fica fácil perceber a sorte de poder deitar pra dormir, toda noite, ao lado de um cara que está ali por um motivo simples: elas são exatamente como eles sempre quiseram!

Depois de achar que cada cara errado que passou pela minha vida seria o cara certo, parei de fantasiar.

Hoje me sentiria plena com alguém que assista ao futebol todo domingo, que trabalhe duro no emprego que escolheu para si, que ligue pra pizza quando eu estiver com preguiça de cozinhar, que não se sinta na obrigação de demonstrar amor (porque eu já sei disso), que me chame pra cervejinha gelada de fim de tarde, que me deixe fumar em paz, que fale (sem medo) que a Jéssica Alba é gostosa, que seja um safado-louco-por-sexo (mas também só queira deitar pra dormir abraçado!)... um cara como tantos outros que conheço por aí! Alguém de carne-osso-desejos-e-defeitos!

Não precisa, necessariamente, ser o cara certo... A mim, me basta que eu seja a pessoa certa para alguém!

domingo, março 13, 2011

romances: me fazem chorar


Na melhor exemplificação dos ditados populares: sou uma manteiga derretida. Sou dessas pessoas que choram por qualquer coisa. Eu tenho a manha de me emocionar com histórias de vida em jornal. Meus olhos ficam marejados quando casais brigam ou reatam em novelas. Lágrimas descem involuntariamente em casamentos e formaturas. Mas nada, nada mesmo, é mais certeiro para que minhas glândulas lacrimais funcionem a todo vapor como comédias românticas.

Tenho explicações... ou melhor, justificativas. Eu me identifico! Aliás, quem não se identifica? Todo mundo já viveu uma história de amor digna de roteiro cinematográfico. Se não viveu, ainda vai viver... Mas com certeza conhece alguém que já passou por momentos na vida em que o amor foi o foco central!

São variações de um mesmo tema: mulher/moça/menina conhece homem/rapaz/garoto em situação em que não cabe um amor. Eles se odeiam, ou são amigos há anos, ou acabaram de se conhecer. O tempo passa. O convívio os aproxima. O ciúme os separa. A atração os aproxima novamente. Antigos amores os afastam. O tempo passa. Eles ficam sem se ver. Se reencontram. E lá está o amor... intocável... inabalável... esperando calmamente... E está aí um belo final feliz!

Mudam os cenários. Mudam os atores. Mudam as histórias. E também as épocas em que se passam. Só não muda o sentimento que move o mundo e a vida do ser-humano. Amor... Afinal de contas, todos queremos, um dia, encontrar alguém para chamar de seu. Piegas? Pode até ser, mas quem vai dizer que não é uma verdade?

A identificação com romances tão açucarados e tão previsíveis é óbvia. Não tenho vergonha de assumir: morro de vontade de ser uma daquelas mulheres que parecem tão importantes para a vida daqueles homens! E que mulher nunca se imaginou assim? Pode preparar sua pedra para atirar em mim se disser que você nunca assistiu uma comédia romântica com esses olhos.

E como ainda não passei por uma experiência dessas, me derramo em lágrimas a cada novo filme que assisto. E me acabo de chorar torcendo pra que no próximo que for lançado, já tenha um cara ao meu lado para me olhar e me falar: "pode chorar, amor, mas olha eu aqui... te amo assim, do mesmo jeitinho!"

Enquanto isso não acontece, vou levando a vida com bom-humor. Afinal, diria a sabedoria popular: "enquanto não encontramos o certo, vamos nos divertindo com os errados!" E, se você não se importa em também chorar todas as pitangas assistindo a comédias românticas, vai aí uma listas das minhas preferidas (difícil escolher poucas!). E vai também um conselho, arrume uma companhia. Podem ser amigos, irmãos, namorados ou futuros amores... vai que nessa surgem idéias... ou mesmo oportunidade... nunca se sabe, não é?!

- Três vezes amor (o cara conta pra filha sua história de amor com três mulheres diferentes!)
- Maldita sorte (toda mulher que se envolve com o protagonista encontra o amor da vida)
- Ele não está tão afim de você (como os homens podem ser cruéis, como as mulheres podem ser burras e como eles não pode viver uns sem os outros!)
- Sem reservas (Catherine Zeta-Jones é protagonista! a mim, basta!)
- A casa do lago (emocionante! comovente! meu coração apertou vendo esse filme)
- Letra e música (delicado e fofo...)
- O amor não tira férias (as histórias de amor que todo mundo gostaria de viver!)
- Como se fosse a primeira vez (jura que você nunca viu esse? já viu? veja de novo!)
- A proposta (mais comédia que romântica... mas tem a Sandra Bullock! E o Ryan Reinolds!)
- E se fosse verdade (uma das que mais amo!)
- Romance (brasileiro de qualidade. Wagner Moura e Letícia Sabatella)
- Como perder um homem em 10 dias (prefiro não comentar...)
- Minha mãe quer que eu case (inteligente, divertido, encantador...)
- Muito bem acompanhada (engraçado e tem um trilha sonora inspiradora.)
- Across the universe (musical contado inteiro com músicas dos Beatles!)
- De encontro com o amor (sensível e delicado...)

segunda-feira, janeiro 24, 2011

recordações!

A quem interessar:

Eu escrevi o texto abaixo há uns seis ou sete anos, num blog antigo... da época de faculdade. Remexendo os guardados, cá está ele. Acho justo dividir com outras pessoas!


Quando acordou naquela manhã chuvosa, tinha certeza de nunca ter sentido tanta culpa na vida! Já abriu os olhos confusa entre a tal culpa e uma incrível sensação de prazer... Mas no fundo, o frio na barriga entregava que a idéia não tinha sido das melhores!

Como poderia lhe faltar tanto auto-controle? E tão rápido?

Não lembrava de ter se descontrolado assim desde a adolescência... quando era uma romântica incorrigível e iludida. Agora, uma adulta bem resolvida, inteligente e responsável, só conseguia se torturar.

Raios de ambiguidade... mulher nenhuma consegue lidar muito tempo com essa mania de levar uma vida dupla.

A respeitável co-proprietária da pequena, porém badalada, livraria da cidade, que nas noites de fins de semana saía e bebia tanta tequila a ponto de lembrar a noite em flash's!

Esticou-se preguiçosamente, limpou os pensamentos confusos da cabeça e ligou a tv.

Aproveitou um pouco mais a cama grande e espaçosa (primeiro sonho de consumo realizado quando foi morar sozinha!), afofou os travesseiros e deitou-se de novo.

Choque! Que perfume era aquela... perfume masculino... Assustou-se tanto que pulou da cama e tropeçou num par de all star preto na porta do quarto.

Começou a caminhar ressabiada pelo corredor, sentindo o coração na boca. A memória voltando aos poucos.

A bebedeira...

O abraço acolhedor...

Os beijos cada vez mais quentes...

O apartamento à luza de velas...

Os cabelos claros, que não eram seus...

As respirações ofegantes e descompassadas...

O sono leve e gostos em braços másculos...

As lembranças vieram como enxurrada. E eram bem agradáveis, na verdade. Pena não ter certeza do dono dos cabelos claros... apesar de ter um palpite que poderia ser certeiro!

Mas ainda estava no corredor e ainda ressabiada. Ouviu sons na cozinha e andou mais rápido.

Quando alcançou a porta, a visão que teve foi excelente. Um cara alto, costas largas, samba-canção, cabelos claros (olha eles aí!), corpo definido, fazendo café da manhã. E que café! E flores! (adorava flores!)

Ficou tão encantada, que a culpa sumiu. Impressionante como gentileza e romantismo apagam qualquer vestígio de arrependimento!

Enquanto caminhava silenciosamente pela cozinha, ele virou-se calmamente. Quando a viu, abriu o sorriso mais lindo que ela já vira na vida e beijou-a apaixonadamente!

Ahhhh, vá! Não dá pra sentir culpa por isso! Dava pra sentir culpa porque ele era mais novo. Dava pra sentir culpa porque ele namorava uma amiga até uma semana antes. Dava até pra sentir culpa por ter ido pra cama com ele completamente bêbada... mas definitivamente não dava pra sentir culpa por ter achado tudo isso ótimo!

Fazer o que? Voltaram para a cama. E ela só tinha um desejo, que a ressaca acabasse o mais rápido possível... apenas a ressaca!

domingo, janeiro 23, 2011

Passos largos


Aquilo que mais se parece com a realidade é a ilusão.
Ser bem informado não é sinônimo de conhecimento. A sabedoria consiste em usar a inteligência com maestria. Examinar bem o mapa não basta, é preciso saber chegar ao lugar indicado com as próprias pernas. A realidade é uma percepção, estar sempre atento ao que acontece ao nosso redor é uma boa maneira de entendermos aquilo que é necessário para nossa vida. A curiosidade passa longe da vontade verdadeira de querer conhecer.
Se perder, mesmo que por alguns instantes, faz parte do trajeto, o que importa mesmo é sabermos onde devemos chegar, buscando compreender realmente quem somos. Para isso, basta um pouco mais de concentração. Isso mesmo, concentrar ação naquilo que é útil, deixando de lado aquilo que não faz sentido algum, que não nos faz bem!

terça-feira, janeiro 18, 2011

Respirar para me inspirar...


Ao ser convidado para escrever neste blog (ou para os leitores deste blog) fiquei me questionando: será que posso criar alguma coisa fora dos padrões de escrita no qual estou acostumado? A resposta- ao final desta “interrogação”- foi clara.
Bastasse parar um pouco, respirar fundo, me concentrar e começar a digitar. Foi assim que eu aprendi a escrever, inspirado por um dos editores do jornal para o qual eu trabalho. Para ele, parecia coisa simples, era só olhar a folha em branco e começar a “rabiscar”, servia qualquer coisa, até mesmo os pensamentos sórdidos e irreverentes que passassem pela cabeça. Imaginem!
Ao abrir este documento em branco, coloquei na cabeça que alguma coisa sairia deste teclado. Nem que fosse pra ficar guardado dentro de alguma pasta oculta.
O problema da inspiração é a dificuldade em entendê-la. Até mesmo seu sinônimo não faz sentido algum, para uns, ela é poesia, para outros, uma criação, os mais românticos usam até musas, eu prefiro quebrar a cabeça e ver se daqui de dentro sai alguma coisa que preste. Agradar os leitores não é tarefa fácil, mas ficar com este tipo de preocupação é criar barreiras dentro de mim.
É por isso, caros leitores, que a partir de hoje não me preocuparei em lhe agradá-los, me pouparei apenas em expressar o que sinto, em mostrar alguma coisa nova e também a dividir sentimentos- têm horas que é só escrevendo mesmo para desabafar. Ser chato, faz parte da vida!
Falo como se já fosse de casa, mas a verdade, é que eu acabo de chegar neste mundo de interrogações! Espero que daqui saiam coisa boas e o dia que não tiver nada de bom para falar, que eu possa perguntar e o dia que não tiver nada de bom para perguntar eu possa ser questionado, afinal de contas, eu acredito fielmente que são nossas perguntas que nos formam, que nos auxiliam e que nos fazem crescer. É isso que estou procurando: ir em frente, sempre!

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Monotonia. Falta do que fazer.. Tédio. Os segundos passam devagar. O ponteiro parece que faz um esforço danado para se mexer. Lento e vagaro como lesma, dá preguiça só de ver. Jurandir já não aguentava mais. Precisava de diversão. Alguma coisa que o tirasse daquele lugar comum. Alguma coisa que quebrasse sua rotina como bola de futebol arremessada na janela da sala de estar. Levantou-se da cadeira de balanço e, decidido, deu o primeiro passo. Um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a imaginação. Montou a sela no jumento e partiu em direção ao centro da cidade:
- biblioteca! aí vou eu! 
  

sou dessas!


Sou dessas pessoas que gostam de listar coisas. Agora por exemplo, para explica porque sou feita de coisas simples e doces, gentilezas e sutilezas, eu fiz uma lista!

- gosto de leite com toddy.
- acho o sabor do kiwi irresistível.
- balões coloridos colocam um sorriso no meu rosto.
- o mar me hipnotiza.
- gosto de andar descalça.
- cafuné me faz adormecer.
- abraços me comovem, beijos me apaixonam, olhares me conquistam.
- crianças me fazem rir.
- tristeza alheia me faz chorar.
- vitrines de livrarias me fazem parar para olhar.
- maria gadú me traduziu sem me conhecer.
- sou sensível aos toques sutis.
- palhaços me dão um pouco de medo.
- também tenho medo de insetos.
- amo a chuva, mas raios me apavoram.
- acho que escrevo bem...

E VOCÊ, O QUE ACHA?