quinta-feira, maio 02, 2013

deixa eu te contar



Moça, eu tô daqui observando vocês de longe e não pude evitar me meter onde não fui chamada. Mas já que você está ocupando o posto que já foi meu, tenho que te dar umas dicas para melhorar as coisas por aí. É que egoísmo nunca combinou comigo... nem quando o assunto é ele.

Toma conta desse rapaz! Ele às vezes sabe ser mais retraído do que parece. E os silêncios longos são inevitáveis quando se está na companhia dele. Acostume-se. Muitas vezes esses momentos são mais explicativos do que horas de conversa. Mas se ele empolgar no papo, é impossível interromper. 

E a voz dele tem esse tom melodioso e ritmado, já percebeu? Um tanto envolvente... Acredite, você vai se pegar lembrando dela no meio do dia. Se aparecer uma oportunidade, diz a ele que sinto falta dos dias em que ele falava tanto que chegava ao ponto de me calar!

Esse cara aí do seu lado sabe dominar a nobre arte de varar a madrugada em conversas furtivas. E se ainda não aconteceu de você se viciar nisso é porque é uma mulher muito resistente. Quando acontecer (porque vai), você vai se pegar olhando o celular a cada 2 minutos quando ele passar três dias sumido. E está aí outra coisa importante que não posso esquecer de te falar... há sumiços. E, sim, eles são torturantes. E mais constantes do que você gostaria. Sem exageros de minha parte... Aproveita quando for falar disso com ele e explica que até disso eu sinto falta... das horas repassando cada palavra da nossa última conversa, das buscas esperançosas por sinal de vida nas redes sociais e do frio na barriga sempre que o celular tocava e não era ele.

Você acha que consegue se lembrar de falar pra ele que mesmo odiando esses sumiços, esse padrão inaceitável de comportamento, eu sempre abria um sorriso quando ele aparecia do nada com um SMS de "saudades, meu bem..."?

Eu acredito que, inteligente como você parece ser, já tenha notado que ele é bom em escapar pela tangente, mas isso é quase um charme. Tenho certeza que você está fascinada com esse imperdoável (mas irresistível) jeito de sempre deixar a sensação de que o melhor ainda está por vir. Sabe, moça, essa mania que ele tem de "estar, não estando" fazia dele uma presença constante na minha rotina... eu quase achava normal relevar as desculpas mais esfarrapadas que ele me dava.

Eu não sei se com você é assim, mas haja gentileza e delicadeza, né?! E ele nem percebe... As mensagens de boa noite, o ato de perguntar como foi seu dia e o interesse sobre o que é comum na sua rotina vão elevar seu conceito sobre ele a um novo patamar. Você vai ver que a simplicidade nas palavras, gestos e cotidiano são a melhor arma de sedução dele. E é disso que eu sinto mais saudades.

Se dedique a ele, mas não trace rotas. Viva o agora para não deixar passar os elogios e sorrisos enormes que ele vai te dar. E olho nos olhos sempre... naqueles olhos enormes. Mesmo que ele desvie. Mesmo que ele diga que o deixa encabulado.

Desculpa, mas eu vou ser um pouco invasiva agora, moça, mas não perca a chance de dormir com ele. E que seja um sono solto, com a cabeça apoiada no peito dele. Mas se prepare porque ele tem apneia do sono e de vez em quando acorda sem fôlego. Acho que ele nem sabe disso, mas eu descobri na primeira vez que dormimos juntos.

Quase esqueci, lembre-se: ele gosta de pouca luz; usa palavras mais doces do que sacanas na hora do sexo, mas sempre adota um tom de voz que as deixam eróticas e curte abraços...

Olha só, moça, te contar essas coisas só faz aumentar a saudade e é por isso que eu torço por vocês. E que ele ache em você o que não conseguiu achar em mim. Mas se nada der certo e não tiver jeito pro amor de vocês, promete que avisa para ele que talvez eu tope tentar? É que a gente fez planos juntos e eu queria estar ao lado dele quando o sucesso bater na porta só pra ser a primeira a dizer "te falei!"

Por último, sem abusar da sua boa vontade, deixa bem claro que o que sinto é muita admiração. Justamente por isso não tem a obrigação de ser um amor. E que se, algum dia, vier a ser amor, sem travas ou "poréns", ele será o primeiro a saber.

No mais, moça, eu te desejo sorte. E felicidade. Porque você parece alguém legal. E estando com ele, está em boas mãos.


sábado, março 23, 2013

corta o conto!


Dias desses um amigo veio elogiar os textos do blog. Minha felicidade foi dupla! Elogio é sempre bom e homens lendo esses escritos é incrível. E me "encomendou" um tema pra o próximo... e aqui estamos nós! Esse é inspirado na história dele, mas não quer dizer que também não é a minha ou a sua. Afinal de contas, quem nunca passou por isso?

O meu amigo é um homem dos melhores. Doce, gentil, disponível. Se jogou numa relação com uma moça que se dizia maltratada pelo ex. Aquela velha história que todas nós já contamos pra alguém: "ele não me valoriza, não me faz bem, a gente vivia terminando, eu não mereço alguém assim..."

O que ele fez? Sim, tudo que o outro cara não fazia ou deixava a desejar. Deu carinho, deu atenção! 
E o que ela fez? Fez com ele o que o outro fez com ela. Pisou, maltratou, dispensou. 
E como ele reagiu? Se sentindo enganado, usado. 
Já ouviu isso antes? Então...

A gente fica aqui, no alto dos nossos direitos femininos de reclamar da cafajestada masculina, esquecendo quantas vezes agimos pior ainda. Gente, ninguém gosta de ser usado como estepe. Isso é injusto.

A ordem natural das coisas é largar no passado o babaca que tanto te fez sofrer, agarrar o fofo que tá fazendo de tudo pra te fazer  esquecer e ser feliz... Não é uma opção abrir mão da felicidade porque acha que o ex pode mudar! Não vai acontecer. E além de terminar sofrendo mais ainda, ainda vai deixar passar uma bela oportunidade de ter com você quem valha a pena!

Nós mulheres e essa nossa mania de achar que todo sapo pode virar um príncipe encantado... na boa, a gente tem que crescer! E deixar os contos de fadas na infância!

Você cresceu, amadureceu, passou por inúmeras decepções e desencantos e ainda não aprendeu que um canalha é sempre um canalha? Quantas vezes ainda pretende quebrar a cara? Amor próprio nunca fez mal a ninguém!

Se você quer alguém te respeitando, se dê ao respeito e respeite os outros! A gente não pode exigir o que não dá... quer carinho, dê carinho. Quer amor, dê amor. Quer sorrir pro celular quando recebe um mensagem inesperada, surpreenda a pessoa. Ação e reação também ser aplicam aqui!

quinta-feira, março 14, 2013

Caminhada noturna #1



Um blues antigo enchia o ambiente. Sentado ali em um canto do extenso balcão concentrava em seu copo de bourbon - que o garçom lhe garantira era original. Nesses momentos em que podia dedicar algumas horas apenas aos seus pensamentos tinha certeza que as solitárias notas do blues podiam ser entendidas em sua completude. Esse tipo de ilusão o divertia, pois, apesar de qualquer devaneio, carregava a certeza de que nada poderia ser entendido inteiramente. Enfim algumas gargalhadas.

Gostava daquele lugar. Mesmo com todas as determinações contra, ali ele podia fumar sentado em seu banco e sem ser incomodado pelas patrulhas que se esforçavam dia após dia para dar alguma moralidade a esse mundo. Trabalho em vão, isso - achava - é sabido. E de novo se pegava rindo. Sentia falta desses momentos em que os pensamentos lhe guiavam pela diversão, mesmo que ela só fizesse sentido para ele.

Nos últimos tempos as coisas tinham sido diferentes. Era comum perceber pensamentos que lamentavam alguma falta. Sabia que tinha deixado alguma coisa para trás e que agora sentia a sua necessidade. Já não se dedicava a escrever. O computador se mantinha constantemente desligado e o caderno de anotações a muito tinha sumido. Havia perdido essa vontade justamente no dia que a inspiração o deixou. Novas gargalhadas e a noite se mostrava promissora. Em que momento nessa longa vida havia tido alguma inspiração - ou sido inspirador.

Ao virar aquele copo de bourbon tinha como objetivo afastar tais pensamentos. Ao primeiro copo se seguiu vários outros. E o cinzeiro desaparecia em um monte de tocos de cigarros. Estava decidido a deixar os devaneios abandonados em algum canto. Esse era o seu objetivo ao sair de casa naquela noite. Pretendia, ao retornar, sentar no computador e deixar-se escrever algumas linhas, mesmo que breves.

Mais alguns copos. O plano inicial já não fazia mais sentido. Começava a achar que aqueles pensamentos estavam ali apenas para lembrá-lo do que havia sido um dia e daquilo que pode vir a almejar. Ao acender mais um cigarro defendia a tese de que a vida deveria ser vivida como construção de um bom texto: frases curtas e diretas. Ao olhar para aquela fumaça a sua frente sabia que naquele momento lhe restava apenas um porre. Não tinha como discutir com as circunstâncias. Mais uma dose!

segunda-feira, março 11, 2013

e não é o tudo!


Todo mundo tem uma música a qual recorre sempre que o medo de morrer sozinha conquista lugar naqueles pensamentos noturnos, que precedem o sono, quando a gente se prepara para dormir. 

Foi na voz de Jovelina Pérola Negra que ouvi pela primeira vez a música a qual recorro quando minha vida amorosa não faz sentido nem pra mim!

Ela diz: "foi ruim demais, mas pensei depressa numa solução para a depressão. Fui ao violão, fiz alguns acordes. Mas pela desordem do meu coração, não foi mole não, quase que sofri desilusão. Logo eu, com meu sorriso aberto... Malandro desse tipo, que balança mais não cai, de qualquer jeito vai ficar bem legal para nivelar a vida em alto astral!"

E assim, essa malandra aqui relembra que seu tipo de atitude é o de nivelar a vida por cima! E quando a gente espanta os medos, tem sempre a tendência a reajustar as certezas sobre si mesma! E adivinha quem precisou dar uma atualizada em si mesma?

Estou aqui lançando um novo olhar sobre a minha pessoa e refrescando a minha memória de como cheguei até aqui e em quem me transformei. Auto estima alta, amores! É sobre isso que se trata esse texto. Então paciência com o meu egocentrismo momentâneo. Não posso escrever textos que ajudam vocês a serem melhores sem que eu me sinta melhor antes!

Vamos deixar uma coisa bem clara aqui, eu sempre tive uma personalidade feminina atípica. Sim, eu gostava de bonecas. E de me pentear. Usei laços enormes nos cabelos impecavelmente lisos e penteados. Eu era uma menininha simpática e faladeira. Fofa mesmo. Mas não fiz balé, nem teatro. Largava qualquer boneca pra brincar de polícia e ladrão. Ainda tenho marcas de queimaduras de cano de descarga de moto, ferro de passar roupa e até de um tabuleiro de bolo recém saído do forno. Entendo de futebol, sei alguma coisa sobre carros e gosto tanto de filmes de amor quanto de ação (se bem que "Duro de matar" ganha fácil de "Titanic"... e Deus salve Indiana Jones!).

A verdade é que minha mãe me mostrou que força e feminilidade andam juntas! Assim virei uma mulher cheia de personalidade e opinião própria. 

Não fujo às regrinhas de ouro das mulheres. Morro de pavor de qualquer inseto/réptil/anfíbio existente no mundo, fui treinada para ser uma boa dona de casa, gosto de andar bem vestida, cheirosa e maquiada. Fico louca numa loja de sapatos, me sinto insegura em relação aos homens que me encantam, flores me conquistam, gosto de surpresas e SMS's banais me fazem sorrir.

Ao mesmo tempo, consigo abrir sozinha um vidro de palmito! Quero ter independência me dedicando ao jornalismo em mais de 8 horas exaustivas de trabalho. Sou uma negação quando a prioridade é academia, dieta e cremes hidratantes. Não vejo sentido em joguinhos de conquista. Se estou afim, ligo. Se tenho dinheiro, pago a conta. Acredito em sexo casual, sem cobranças e com tesão.

O que eu tenho que me fazer entender, diariamente, é que oscilar entre minha feminilidade - às vezes - contida e minha agressividade - hora ou outra - exagerada me fizeram única. Sim! Eu tenho que me convencer de que sou interessante e atraente. Não que eu não ache... mas é normal esquecer em algum momento.

Não é um problema se questionar sobre isso. A gente se acostuma a ser como é e esquece que renovação exige mudança. Se apegar a velhos costumes e comportamentos te dá referências de como você chegou até aqui, mas pode te sabotar na hora de ir mais longe. Abrir mão das certezas pode ser doloroso. E todo mundo sabe que não é fácil. Mas a gente caminha mais leve quando abre espaço pra corrigir os próprios erros.

E dar a minha cara a tapa, escrevendo nesse blog, tem sido reconfortante e pacificador. Ajuda a minha "nada-confiável" memória nos momentos (rápidos) de crise e a me colocar de volta no prumo.

E mais, as palavras "atitude", "encantamento", "gentileza", "charme", "educação" e "inteligência" se aplicam (sim!) a mim. E todas elas são a minha beleza. É nisso que acredito e é isso que busco nas pessoas que quero manter perto de mim. 

Mais carinho e menos carão. 
Mais naturalidade e menos esteriótipos. 
Mais vontade de se mostrar e menos vontade de usar rótulos. 
Mais simplicidade e menos enrolação.

Porque é esse tipo de ser humano que tenho me esforçado para ser. E tem sido ótimo e libertador! Portanto, sejamos todos assim!

Gabito Nunes diz o seguinte: "e estou pouco ligando, na verdade. Muito cedo eu aprendi a perder. E me saí bem, eu acho. Tanto que talvez eu não saiba fazer outra coisa." E eu completo, perdi tanto e tantas vezes que provavelmente chegou a hora de começar a ganhar! (sem tirar meu sorriso está no rosto!)


sexta-feira, janeiro 18, 2013

sem traumas


Tem coisas que acabam porque simplesmente não tem mais para onde ir. 


Todo mundo sabe que não dá para ocupar um coração que já está preenchido. E, convenhamos, ninguém se contenta em ficar guardado no porão ou no sótão da vida de alguém. O importante é ter a maturidade para saber a hora de bater em retirada com o que sobrou das tropas. 

A verdade é que, depois de partir o coração inúmeras vezes, a gente já tem intuição suficiente pra saber que apenas não rola mais. 

Acontece, vez ou outra, da gente chegar tarde demais. É aquele momento em que, apesar das tentativas, você tem a noção exata de que aquele coração já tem dona. 

O ruim é a certeza de que você nunca teve, realmente, uma chance. Você sabe disso. Ele sabe também. Não dá pra ignorar as investidas claras de quem pede a oportunidade de mostrar porque merece ser amado. 

Mas ele não poderia te amar como você queria. Não deu. Alguém melhor e mais atraente chegou antes. Assim como alguém deve ter chegado antes na sua vida e você pode ter deixado alguém bacana passar.

É o ciclo da vida. Temos escolhas. E as fazemos. A manha está em não se abater. Não deu certo, tenta com outro. Não deu certo de novo? Então que venha o próximo! 

Não se esqueça que só aproveita a vida quem a encara com coragem. E esse tipo de atitude exige de você não se lamentar pelo que não deu certo. Você quis muito aquele cara do seu lado porque sabe que ele pode ser assim. Corajoso. Destemido. Audacioso. Ele é um homem ótimo e que o seja com a mulher que definiu ser ótima pra ele. E pronto.

A você, cabe arrumar sua vida sem incluí-lo. Não é apagar lembranças, cortar relações, tratar com desprezo. Não! Que tipo de moça bacana você seria agindo assim? É abrir um espaço para uma nova forma de se relacionar com ele.

Não precisa ser a melhor amiga. Nem ficar perto o bastante pra ver no que vai dar. Mesmo que por dentro você esteja morrendo de curiosidade. Mesmo que você passe dias esperando o telefone tocar. Mesmo remoendo o que poderia ser se fosse você. Porque você e ele, não foram.

Tudo se resume a seguir seu rumo. Sem traumas, sem truques, sem chateações.

sábado, dezembro 29, 2012

em 2012, eu amei!!!


Para quem achava que eu só teria a capacidade de cultivar ódio e irritação, até que em 2012 eu consegui amar em grandes doses e porções consideráveis. Amei demais... amei como se nunca tivesse amado antes. Amei gente, coisas, sites, músicas, programas de televisão, lugares... haja amor pra distribuir!

E eu achava que já tinham me dito tudo em relação ao amor! Mentira! Ele está sempre lá e eu aprendi, em 2012, que todas as coisas que nos acontecem trazem consigo uma bela quantidade de amor extra!

Sabe a nota de 10 reais que você achou no bolso do primeiro casaco que usou no inverno desse ano? O amor estava juntinho dela quando a gastou comprando aquele batom novo. E o tal do sentimento nobre voltou a aparecer no sorriso que não saia do seu rosto ao amadrinhar o casal de amigos que se casaram. E digo mais, que outro sentimento faria você colocar o som no talo e cantar a plenos pulmões no meio de um engarrafamento monstruoso?



Tá certo que passamos a vida juntando histórias de amor romântico. Mas o sentimento é mais amplo que isso. Claro que amei uns caras ao longo do ano. E só de pensar nisso, vieram uns cinco nomes à minha cabeça. Cinco caras incríveis, cada um a seu tempo, cada um do seu jeito, cada uma com sua marca imutável e cada um passando e partindo.

Mas em 2012 eu amei mais do que esses caras! Em 2012, esses caras me mostraram que importante mesmo era me amar e amar tudo o que poderia ser feito por mim.

Por exemplo, eu amei incondicionalmente a mocinha que vi no espelho nos últimos trezentos "e lá vai bolinha" dias. Amei mesmo! Sem dó e medo de sofrer. Me afastava dela um pouco, não achava tão bacana assim... mas o amor estava lá. Firme. Forte. Uma muralha resistindo às pedradas que vieram.



Esse ano também amei as conversas furtivas que tive pela internet. Bate papos que vararam manhãs, tardes, noites, madrugadas. Amei ter esse computador no colo por mais tempo do que poderia imaginar e amei cada palavra que li e escrevi com endereço certo... mas que indiretamente.

Sabe o que também amei demais? A inspiração que tive ao longo desses 12 meses. Nunca produzi tanto e nunca escrevi textos tão bons. E sobretudo, amei cada leitor que acompanhou minhas atualizações, que comentou, que compartilhou, que me disse que gostou ou que simplesmente dá um pulinho aqui de tempos em tempos... Essa foi a verdadeira química de amor que rolou na minha vida.

Ahhhh e eu amei os sexos que fiz em 2012. Só porque foram poucos, mas inesquecíveis! Há que se ressaltar a palavra inesquecível! Porque sempre que penso nisso termino com um sorriso bobo de canto de boca e um olhar perdido de flashback.


Outra coisinha que o amor não correspondido pelos caras que citei (lá em cima) me trouxe, foram amizades! Seja diretamente apresentadas por eles... seja porque passei muita raiva, saí pra me distrair e conheci gente nova. De qualquer jeito, se em algum momento odiei alguém... no momento seguinte amei porque me trouxe outro alguém melhor!

Mas acho que o que mais amei foi minha auto descoberta. Os amores não correspondidos de 2012, e mesmo os mal correspondidos, me ensinaram que ninguém no mundo é mais importante do que eu. E por causa deles eu cortei o cabelo, comprei roupas novas, quase não esqueci de me maquiar, nunca saí de casa sem perfume, mantive as unhas impecáveis, não deixei de lado a meta de parar de fumar, perdi peso, ganhei sabedoria, reforcei certezas e sambei na cara da sociedade surgindo com a cabeça erguida e o sorriso rasgado no rosto!

Porque foi muito bom dedicar amor a cada um deles... mas ainda mais recompensador dedicar amor a mim!


E é por isso que, em 2013, vou amar ainda mais. Sejam 2 ou 3 desses caras que ainda estão por aí na minha vida (indo e voltando repetidas vezes...), sejam os que ainda estão por vir ou (se tudo der certo!!!) um carinha escolhido a dedo que virá e não partirá de quem falarei no último texto antes da virada de 2013 pra 2014 com orgulho de namorada babona! Porque o que eu amo mais que tudo é a esperança de que o ano que vem seja melhor do que esse que vai!!!

E para o seu 2013 junte-se a mim e corra atrás de mais amor, por favor!

quarta-feira, dezembro 19, 2012

em 2012, eu me irritei...



E assim estou abrindo os meus trabalhos de análise do ano de 2012 que, se o mundo não acabar na próxima sexta (vai que!), vai culminar em um texto muito do bonitinho que eu já comecei a escrever!

O primeiro tema é raiva! Porque se teve uma coisa eu senti nesse ano, foi raiva! Aqui vamos encaixar também ódio, preguiça, irritação, indignação e todo sentimento pouco positivo que passou por mim. Isso porque, infelizmente, eles permearam meu ano. Mas, felizmente, não foram constantes e nem os mais importantes. Por isso, começo pelo ruim pra terminar com o maravilhoso... E nessa brincadeira a gente fica livre do negativismo de uma vez!

Para começar preciso deixar clara a minha raiva pelas pessoas que se tornaram ainda mais egoísta ao longo do ano. E assim, eu passei 2012 me afastando de gente mesquinha. E também passei o ano desenvolvendo ódio por todas as periguetes e playboys que trombaram em mim, me empurraram, pisaram no meu pé ou derramaram cerveja na minha roupa durante as muitas festas que frequentei.

Em 2012, eu odiei cada homem que me abraçou de regata, roçando os pelos do sovaco no meu ombro. E cada rapaz que usou pochete, celular preso no cinto, que jogou no instagram foto no espelho da academia, que só malhou o braço, que diz que "mulher no volante é perigo constante", que insistiu mesmo depois que eu gritei sonoros "NÃOS", que tentou me convencer a beber campari. E todos os homens que me chamaram para falar que alguma mulher que estava passando era gostosa, como se eu fosse realmente reparar/olhar/concordar.


Senti raiva profunda todas as vezes que precisei ouvir jogos do meu time no rádio, aliás também odiei meu time. Mas não o suficiente para deixá-lo de lado. Portanto, me odiei por amar tanto o azul celeste a ponto de perdoar as falhas.


Esse foi um ano em que eu senti preguiça de gente preconceituosa e de pensamento restrito. Além de preguiça, passei o ano desprezando esse povo que esqueceu de si pra lembrar do que não gosta no outro. E senti raiva quando fui alvo de pré conceitos maldosos. E me indignei quando amigos queridos passaram pela mesma situação.

Externei, diversas vezes, minha falta de paciência para gente burra, machista, rebelde sem causa, complexa, covarde, enrustida e falsa moralista.



E não posso deixar de falar que, nos últimos doze meses, desenvolvi um ódio interno e contido por ter feito menos sexo do que queria, ter beijado as bocas erradas, ter me jogado de cabeça quando era para me controlar e ter esquecido meus filtros psicológicos em uma gaveta qualquer sempre que peguei no celular para mandar sms bêbada!



Mas a minha maior raiva veio em parceria com a frustração de não ter encontrado nenhum homem que me desse a oportunidade de ser sua namorada. Um incômodo que me acompanhou ao longo dos mais de 300 dias, porque tudo o que eu esperava era ter um ombro másculo pra me escorar quando eu estivesse cansada de tentar ser forte o tempo todo. E isso fez de mim uma pessoa que também sentiu raiva dos caras que me olharam mas não me viram.



Ainda tive tempo pra descarregar tudo de ruim que passou pela minha cabeça ao longo de 2012 odiando com muita força gente que fala "pobrema" ou "poblema". E gente que escreve "agente". Gente que me chama de "Tatiane". Gente que passa horas conversando comigo e esquece meu nome. Gente que compra um carro zero amarelo ovo.

Me irritei além da conta quando precisei acordar cedo nas segundas e não consegui dormir até tarde nos domingos, quando precisei lembrar que a matemática não foi extinta da minha vida, quando pessoas queridas sumiram sem aviso prévio e me deixaram sentindo culpada (mesmo sem ter feito nada de errado).


E pensando bem, vou dar o tema por encerrado porque um grande volume de coisas/situações/pessoas me fez perder o prumo no último ano e não convém ficar desenterrando o que já foi e tem que ficar onde eu deixei. No passado, mesmo que recente, mas longe de mim. 

Se o que quero de 2013 se resume a renovação do que é bom e conquista do que ainda não veio, energias negativas tem que ser colocadas em seu devido lugar. Já estão separadas! Umas serão reavaliadas e recicladas em energia positiva. Outras serão transformadas em pedidos de desculpas, porque nem sempre temos razão. E o que sobrou já está ensacada lá na porta esperando o caminhão de lixo passar. 

Eu vou buscar leveza no ano que vem. E só de compartilhar isso com você, já sinto que estou no caminho certo. Se você é um leitor de primeira viagem nesse blog, fique a vontade para tentar entender o que se passou na minha cabeça ao longo do ano,  acompanhando os texto que estão aí para baixo! E não deixe de voltar! Tanto você, quanto os leitores fiéis - que estão sempre por aqui - não podem perder os próximos textos. Ainda temos que falar de tudo o que foi bom, rever conquistas e falar dos amores (que vieram e se foram, mas que deixaram saudades)!


terça-feira, dezembro 11, 2012

o que eu faço com você?




Você aparece e eu viro outra! Ansiosa, agitada, olhando para todos os lados. Quase arranco a orelha de tanto mexer nos brincos. E quase abro feridas na nuca de tanto arrumar a parte de trás do cabelo. 

Acontece que muitas partes do meu corpo gostariam de se apresentar a outras tantas parte do seu corpo. Por sua causa, perco o assunto e começo a responder de forma monossilábica. Pessoas param de me incluir nas rodas de papo. 

Se eu estivesse meio bêbada, arrumaria um belo pretexto para falar com você, ao invés de me colocar na reta do seu olhar ou no seu caminho até o banheiro. 

Mas auto controle é como um trabalho de faculdade que você  gasta horas escrevendo no computador e que uma queda de luz pode jogar no lixo de forma devastadora.E tem mais... passei trinta anos lapidando essa minha personalidade! Quem você pensa que é para colocá-la na corda bamba de forma tão descarada?

Um dia eu te mostro como as coisas tem que funcionar entre nós. Chego onde você está, passo pelas pessoas sem olhar pro lado, te puxo pelo cós da calça e cochicho no seu ouvido o quanto me deixa louca. 

Tão louca que me irrita. Que diabos! Tudo em você me arrepia. A começar pelos seus olhos e como desvia do meu olhar. Seu corpo deve ter gosto de kiwi... suculento e a mistura perfeita entre o doce e o azedinho. E, olhando daqui, já sinto seu cheiro. Sempre levemente másculo e sedutoramente sutil. 

Cada vez que sua imagem me vem a mente, penso em manhãs preguiçosas de domingo acordando com o rosto apoiado no seu peito. E como a minha imaginação pode me trair assim? Eu quero sexo. E ela quer romance. Haja estrutura para conservar a sanidade. 

O problema é que não vou fazer nada. Aliás, vou manter a frieza no semblante e despreocupação na voz sempre que falar com você. Já que me dá a sensação de nunca me ver como uma futura conquista... muito menos minimamente atraente. Prefiro pensar que você é um babaca!!! Mesmo sabendo que não é! 

Ahhhh! Que se dane! Vamos imaginar a possibilidade de você ser totalmente bacana. E gentil. E que vai conquistar minha mãe com um sorriso. Aliás, haja imaginação.

Vira e mexe me pego atualizando longos diálogos entre nós. E tento prever todas as suas reações. E tento lembrar quem são seus amigos e quais foram todas as vezes em que nos encontramos. E revejo nossa total falta de proximidade. E ainda assim, tudo parece atraente! 

É tudo misteriosamente sedutor. Como não querer você? Esses olhos incrivelmente honestos! E a boca convidativa. E a insuportável mania de falar 500 vezes menos do que eu. Até essa timidez velada e essa capacidade destruidora de sair pela tangente soam sedutoras. 

Sabe o que poderia acontecer se, por um milagre divino, eu tivesse a chance de ter uma noite inteira só com você? Te pouparia das preliminares - tão super valorizadas - e as dedicaria a seu prazer. Ou iria direto ao assunto e que você fizesse de mim o que bem entendesse... porque a essa altura, haja controle da libido. 

E eu não sou de me entregar aos poucos. Que a gente se pegue com tudo... ou com nada, caso eu caia da cama e acorde desse delicioso sonho erótico. 


E haja assunto interessante para trocar com os amigos enquanto você cumprimenta todo mundo e chega cada vez mais perto. Concentração vira lenda nessas horas. Tem que ter uma solução menos chocante do que um banho de água frio ou o uso de ilusões amorosas para esse problema que você vem me causando!

Tô naquele ponto de vasculhar a mente atrás de qualquer lembrança tosca que diminua o meu tesão.

O vocalista dessa banda desafinando minha música favorita. Uma piriguete pisando com o salto quinze no meu pé. Você me ajudando a sentar e elogiando meu tênis. Sua mão na minha coxa enquanto chega mais perto pra ver se meu pé tá inchado. Eu arrepiando com o calor da sua mão.

DROGA! Que descontrole! Se concentra, Tatiana. Mais uma tentativa.

Meu vestido preferido no lixo por causa de uma queimadura de ferro. Alergia à nova coleção de esmaltes. Perder um dos brincos que acabei de comprar. Alguém me sacudindo pra me acordar. Eu abrindo os olhos, com um palavrão engatilhado na ponta da língua, dando de cara com você. Minha nuca arrepiando com sua respiração no meu ouvido. Você sussurrando que sexo pela manhã cura mau humor matinal. Você se embolando no coberto que está entre nós, enquanto eu perco o ar de tanto rir da nossa afobação desastrada. 

QUE SACO! De novo eu me perdi nesses pensamentos sacanas... acho que estou passando dos limites aqui! Daqui a pouco tô gostando de você e ninguém está entendendo mais nada! Nem eu!